Os bancos de todo o país começaram a funcionar normalmente nesta terça-feira, após o final da greve dos funcionários do setor, que já durava 21 dias. Na manhã de hoje, era possível ver funcionários de limpeza retirando os cartazes nas fachadas das agências bancárias.
Os bancários voltaram a trabalhar hoje depois que assembleias realizadas em todo o país, na noite de ontem, decidiram pelo fim da paralisação e retomada imediata das atividades. A categoria aceitou a proposta feita pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de reajuste salarial de 9% (1,5% de aumento real mais a inflação de 7,4% no período).
Para o presidente da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Carlos Cordeiro, o resultado da campanha salarial dos bancários vai servir de parâmetro para outras categorias. “Derrotamos a visão equivocada de que salário gera inflação".
A proposta dos bancos inclui também avanços sociais. “Uma nova cláusula proíbe a divulgação de rankings individuais dos funcionários, como forma de frear a cobrança das metas abusivas, combatendo o assédio moral”, destaca Cordeiro. “Outra cláusula obriga os bancos a coibir o transporte de numerário por bancários”.
Os dias de greve não serão descontados, mas serão compensados em até duas horas por dia, de segunda a sexta-feira, até o dia 15 de dezembro e, assim como nos anos anteriores, eventual saldo após esse período será anistiado.
Bancos federais
Além da pauta geral com a Fenaban, os bancários fecharam também acordos específicos com o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. “Entre os principais avanços, destacam-se a contratação de 5 mil empregados na Caixa e a valorização do plano de cargos e salários no BB", explica Cordeiro.
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